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Blog foi atualizado
O Blog foi atualizado com novas fotos ! 4775
Escrito por Moto 4 Sports às 12h01
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10.dia-09/11
Dia chato, sem nenhum trecho de terra... Estamos voltando para casa, depois de muitos dias de intenso off-road, por caminhos fantásticos, indescritíveis, inesquecíveis,absolutamente incríveis. Valeu cada centavo. Valeu cada Km. Saimos cedo de Chamical, calor aumentando já as sete e meia da manhã. Viemos pelas serras de Cordoba, lindas paisagens, muitas curvas, altitude aumentando, temperatura baixando. A região é muito bonita, muitas propriedades de campo bem cuidadas, titpicamente turistica. Demos a volta no lago San Roque e seu dique/represa para a visita tradicional. Fomos na revenda BMW de Cordoba atrás de peças de reposição, mais baratas na Argentina. Mas a exemplo da revenda gaucha, não tem peças à disposição...parece piada mas não é. Chama-se pós-venda deficiente. Cruzamos Cordoba para quem não conhecia e começamos a descer a serra em direção à Santa Fe, onde será o pernoite. Perdemos muito tempo esperando abrir a concessionária. Perdemos tempo com um caminhão tombado pelos fortes ventos da madrugada na região. Amanhã, tentaremos chegar em Santa Cruz ao final do dia. Obrigado por nos acompanharem com mensagens de apoio. São/foram muito importantes para sentissemos que tinhamos a companhia especial de cada um de vocês durante estes milhares de Km recheados de fantásticas imagens. Foram muitos momentos de extrema alegria, alguns poucos de dor e frustração. Mas, assim são realizados os melhores sonhos. Quiçás mais completo, mais extremo, mais realizador. Continuamos sonhando, porque o sonho nos move. A moto é o simples instrumento de realização. Das muitas aventuras que vivi, esta foi uma da mais intensas, gratificantes e realizadoras que tive o prazer de ter. A companhia de dois amigos especiais deu mais emoção aos grandes momentos. Dois grandes trilheiros que souberam levar as pesadas jóias aos difíceis e desgastantes recantos dos desertos, curvas e pedras que compuseram o trajeto destes quase 7 mil Km. ------------------------------------------------ Saindo de Chamical 
Dique no Lago San Roque - Carlos Paz - Cordoba 


Caminhão tombado pelos ventos fortes da madrugada, bloqueando a estrada 
A foto que faltava... 
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Escrito por Moto 4 Sports às 01h07
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9o. dia - 8/11
Hoje fez muito calor ! Chegamos a pegar 52 graus na estrada ! Loucura. O ar estava tão quente que era melhor andar com o capacete fechado do que com a viseira levantada. Vento quente, ar quente, tudo quente. Desidratamaos muito, falta de recursos para ter acesso à água. Rios com leitos totalmente secos. Vilarejos minusculos, sem estrutura. Ao passar por uma casa no meio do nada, observei uma torneira com mangueira e parei para pedir água. Por sorte, o morador me trouxe uma garrafa pet com agua congelada e foi um paraiso tomar uma caneca daquela água gelada. Paraiso... Enfrentamos uma subida difícil e perigosa na Cuesta de Miranda, com muito pó e calor, acostamento sem proteção, pedras no caminho. O de sempre. Difícil. Voltamos à 40 e o longo trecho já asfaltado manteve o calor alto. Um desvio programado para Nonogasta, tinha um retão de ripio e areia solta, por 29 Km. Deu 100 fácil, para evitar que na areia pesada ficasse ruim de pilotar. Depois, travessia do deserto onde fica o Parque Nacional Talampayo. Ali chegamos aos 52 graus. Doideira. Bate sono, bate sede. Reta longuíssima, sem nada nem ninguém. Chegamos em Patquia com a gasolina no fim, depois de rodar 80 Km com as luz reserva acesa. Sufôco, que me fez andar a 80-90, para economizar. Ficar naquele deserto esperando ajuda, nem pensar. Continuamos e estamos em Chamical, cidade com mais recursos. Resumindo o dia de hoje: caminhos fantásticos, muito calor, dia quente, temperatura absurda, chove a cada 3 meses. Atualizamos o post de ontem, com mais fotos. Conexões muito lentas... ----------------------------------- Mauro K. mostrando sua técnica na travessia deste rio. Grande piloto! 
Há beleza no deserto 

Pico nevado, em pleno Novembro 
Cuesta de Miranda 


Camino del Inca - parte da Cuesta de Miranda Caminhos difíceis 
Mauro, quase chegando em casa... 
52 graus neste deserto 
Amanhã, chegaremos em Santa fé ? 4510
Escrito por Moto 4 Sports às 01h02
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Sou o melhor do mundo para dizer que o dia de hoje foi muuuuito melhor do que o de ontem ! Valeu, Paulinha ? Fantástico é dizer pouco. Se tivesse que voltar para casa hoje, estaria super satisfeito. De Andalgala, logo na saída pegamos uma Cuesta com 1.326 curvas em 85 Km ! Foi a melhor/pior que fizemos. Sem murada de segurança, saibro solto, pedras plantadas. 20/30 Km/h foi a velocidade segura. 1a, 2a e de vez em quando, 3a. Gastamos 2 horas e meia para fazer este trecho. Acreditem. Serra maravilhosa com despenhadeiros fundos, paredões de quase 90 graus. Subimos a quase 3.200 metros e ao fundo um pico nevado em pleno Novembro. Do calorão de Andalgala, passamos ao friozinho da montanha. 


Após passarmos as minas que dão nome à Cuesta, iniciou a descida nos mesmos moldes, até chegar ao plano com muita areia e dunas. Parecia deserto. E em alguns pontos isolados, fazendas que são verdadeiros oásis, com plantações, criações e água. 

Chegamos de volta à Ruta 40, já asfaltada nesta parte que segue até Londres, com alguns trechos ainda em obras. Corra que a 40 vai ser toda asfaltada ! Asfalto de ótima qualidade, diga-se. Chegamos em Hualfin e fomos atrás de algo para comer e beber, porque a sede estava grande. Encontramos uma bodega que deve ser salão de baile, local de batizado, casamento, etc. Coca e alfajor de almoço. Adiante de Londres, a melhor/pior estrada/trilhão que já passamos. Foi percurso do Dakar. Está abandonada porque a ligação pode ser feita com Tinogasta, com apenas 50 Km a mais. Abandonada significa abandonada. Erosões que não comportam mais veículos com mais de 2 rodas, pedras e pedras, leitos de rios secos. Rios com água. Uma serrinha sem amurada, mas com muita areia e curvas fechadas. Foi a pior em que andamos. 





Na chegada em Tinogasta, ainda no estradão, cruzamos com um casal em uma XT660 e carga. Passaram abanando, quase 6 da tarde. Se foram até Londres, vai anoitecer no pior trecho do caminho. Aventura, é isso aí. Ou, desinformação. Chegamos no mesmo hotel em que ficamos em Janeiro na volta do Dakar. Ar condicionado, TV a cabo. Calorão de derreter no trecho e na cidade. Vamos jantar uma parrilla com muita Quilmes para atenuar o calor e o desgaste do dia. Passamos muito calor. 4510
Escrito por Moto 4 Sports às 21h21
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7o. dia - 06/11
Dia fantástico - parte 2 ! Saimos 9 horas de Cafayate em direção a um pouco de serras que havia selecionado para a voltinha de 700 Km. Cafayate está localizada numa região rica em recursos, verde e água, em contraste com as demais cidades pelas quais passamos. Muitos vinhedos, muito organizados, muito verde e aquela paisagem de montanhas cada qual mais alta e mais linda. Visitamos um sítio arqueológico dos índios Quilmes, que fica 5 Km afastado da Ruta40. Fantástica história contada pelo guia local. Maravilhosas reconstruções da cidade indígena que abrigou mais de 5.000 habitantes, até ser destruída pelos conquistadores espanhóis. 


Deixamos a 40 em direção a Taffi del Vale, subindo uma serra com piso deteriorado, que está em obras. Subimos acima dos 3.000 metros e bateu frio. O tempo fechou por alguns Km e achei que fossemos pegar chuva. Não pegamos...ali. 


Tafi é uma cidadezinha muito bonita, com ares de Gramado, guardadas as proporções. Muitos restaurantes, casas lindas, lojinhas de artesanato, tipicamente turística. Gostei. Dali em diante, começou um curto trecho de rípio, que nos levou a Angostura. Serrinha apertada, movimentada e que veio acompanhada por uma chuvinha muito leve. Suficiente para baixar a poeira. Asfalto pór um bom tempo até próximo a Monteros, onde iniciou outro trecho de serra em rípio. Que serrinha ! Não contei, mas foram mais de 200 curvas, uma mais apertada que a outra. Início de las Yungas, mata fechada por longas extensões, rios de muita pedra, calor. Caminho estreito em muitos pontos, mal passando um carro por vez. 

Na sequencia, um longo trecho em estradão de saibro onde deu 100 fácil. Ainda bem, porque veio a melhor/pior serra em que andei, na vida ! Cuesta de La Chilca. Anotem o nome, é onde separam os homens dos meninos ! 300, 400 curvas ? Talvez. Certeza, só uma. Estreitíssima, poeirenta, muito vento forte, curvas sem proteção. Andando em 1a. e 2a, a descer. Está bom assim ? Muito perigosa. A pior em que já andei. Ponto. O Fontoura que tem um pouco de pavor de alturas, sofreu. A tendinite está atrapalhando a mão do freio e acelerador. Penou para descer a serra. Diz que chega de serra (para toda a vida)! 







Chegamos em Andalgala ao final do dia. Apenas 360 Km rodados hoje. Cidade pequena, vazia. Estamos jantando na praça, isto mesmo, no meio da praça central. Temperatura amena, bastante vento. Para recuperar as energias para amanhã. Destino: Tinogasta. 
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Escrito por Moto 4 Sports às 22h57
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6o. dia - 05/11
Dia fantástico ! Saimos de Salta em direção a El Carril, para dali pegar a Cuesta del Obispo em direção à Cachi, para retomar a Ruta 40. A Cuesta é algo fantástico de muitas e muitas paisagens de tirar o fôlego. É tanta beleza que até enjoa... Curvas e curvas, beirando um leito de rio muito largo, com um fiozinho de água nesta época do ano. Muitos turistas, vans de turismo e poucas motos. Chegamos acima dos 3 mil metros e bateu frio. A subida desta serra é de arrepiar, pela pista estreita, curva em cima de curva, sem proteção, dá medo de olhar para baixo e guiar ao mesmo tempo. 





Namoradinha do Mauro esperando para continuar a viagem... 
Ao final da serra, longas retas asfaltadas, descendo em direção à Cachi. Cidadezinha localizada em um oásis, em meio aquela secura e vastidão de morros de minério. Interessante, mas muito turística. Dali para a frente, 160 Km de rípio até Cafayate. Na saída, o Mauro comprou um lindo lote de terreno, patrocinado por uma cãozinho da região. Poucos danos, pouca dor... As paisagens que se seguiram, são indescritíveis, muita montanha, muitas curvas de areia, muitos cortes de morro por onde passa a estrada, de composições estranhas. mas muito lindo de estar ali. Valeu cada centavo, ate agora. 









Barro na Ruta 40. Choveu muito a noite passada. O pior é que os caras fazem desvio pelo campo. ! 

Chegamos a Cafayate ao final da tarde, e já estamos jantando para dormir cedo, hoje. O dia foi simplesmente fantástico ! Relatório hospitalar: minha visão está 100%, o Mauro já passou Gelol e está mancando um pouco e o Fontoura está penando com uma tendinite no punho dirteito que incomoda quando pegamos trechos de areia funda. Só alegria... O Mauro agradece de coração às milhares de mensagens de parabéns. Continuem enviando mensagens de incentivo para que não percamos a vontade de prosseguir, face aos grandes problemas que estamos enfrentando......kkkkkkkk
Escrito por Moto 4 Sports às 21h03
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5o. dia
Hoje, o dia foi extremamente movimentado. Começou com a bateria que arriou, após ter ligado por 3 vezes a moto, num período de poucos minutos. Empurramos, para tentar ligar e nada. Conseguimos uma extensão no posto de gás e um taxista deixou usar a bateria do carro. Saimos dali para abastecer e depois de abastecer, não quis ligar, de novo.
Escrito por Moto 4 Sports às 02h34
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Tentei o 0800 da Argentina e depois de 16 minutos de ligação, retornaram para dizer que somente para motos vendidas na Argentina, dariam apoio ! Disseram para ligar no 0800 do Brasil. Tentei o 0800 brasileiro e só chamava, não atendiam. Tinhamos um numero de SP, para atendimento ao Mercosul e depois de conversar por quase 15 minutos com uma moça bem atenciosa, mas que precisou soletrar La Madrid, para entender. Esperamos quase meia hora e nada. Daí, um senhor ofereceu a bateria para que tentássemos uma ponte. Funcionou e resolvemos ir embora, porque já havia acontecido antes e depois de alguns minutos andando, a bateria voltava a ter carga. Me arrependi de não ter instalado a bateria a gel... Saimos de Jujuy em direção a Susques, após o meio dia , sabendo que teríamos que fazer alteração no roteiro. Após subir a Cuesta de Lipán, paisagens maravilhosas, um friozinho vindo dos mais de 4.000 metros de altitude, decidimos não ir até Susques para descer a velha Ruta40 e optamos por fazer o caminho da nova Ruta40, chegando também em San Antonio de los Cobres.
Escrito por Moto 4 Sports às 02h33
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Meu Deus, aquele rípio é de matar. Muito pedrisco solto, parecendo que derramaram brita No. 2 sem espalhar. Bolsões de areia no meio do nada, principalmente em curvas, muito exigente. Trechos onde se podia andar a 80 com folga e outros em que parecíamos estar andando em cômoros, de tanta areia. Cansamos muito para fazer aqueles 100 Km que não terminavam nunca ! Muitos “quase tombos”, mas nada de comprar terreno ! E eu com a pálpebra inchada, fechando o olho e com a visão nublada. Dirigi, com 1 olho e meio. O problema é que falta visão de profundidade. Na areia, era um sufoco.
Escrito por Moto 4 Sports às 02h32
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San Antônio de los Cobres é igual ao que se vê na Internet. Aliás, pior. 4 da tarde, não encontramos lugar para comer. Improvisamos com salgadinhos e bolachas compradas num mercadinho. Fomos até o Viaduto La Polvorilla por uma estrada que não fica nada a dever à RN40. Meu Deus ! Longos 20 Km de ida e outros 20 de volta. Tenebrosa. E é um local turístico ! Voltamos à Salta, pelas estradas que compõem o Paso Sico. Iniciou com estradão de rípio, poeirão, muito tráfego, passou para um asfalto novo impecável e terminou com um trecho estreito de ripio, que pegamois já noite fechada. Poeirão à noite, é tudo de bom. Estamos no mesmo ótimo hotel de 2 dias atrás e vamos sair para comer uma tradicional empanada de Salta. 4303
Escrito por Moto 4 Sports às 02h32
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5o. dia - 04/11
Cuesta de Lipán 
Cuesrta de Lipán 

Entrando na Ruta 40 
Casas de Adobe - vila abandonada 

Reclamando de falta de equipamento para andar na 40? 
Rípio 

Escrito por Moto 4 Sports às 02h26
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4o. dia - 03/11
Hoje, aconteceram muitas coisas... Primeiro, hoje é o aniversário do Mauro. 53 velhinhas ! Saimos tarde de Salta, porque precisamos trocar plata. Apesar de abrirem ás 8 horas, a lentidão nos caixas é de matar. Os argentinos estão desesperados atrás de comprarem dólares e as filas são grandes. O objetivo de hoje era seguir até Jujuy, fazer dois laços de caminhos off e seguir para dormir em Susques, para começar a descedr a Ruta 40. Porém.....poucos Km após sairmos de Salta, peguei um inseto que entrou pelo capacete e se instalou no meu olho esquerdo. Cocei, esfreguei e começou a encrenca. Parecia que tinham colocado uma tora de lenha embaixo da pálpebra. Não conseguia sequer abrir o olho. Parei no acostamento e começamos uma intervenção cirúrgica para retirar os dejetos do animalzinho ! O Fontoura usando meus óculos, Mauro lavando o olho com a água do Camelback. E nada de resolver... Decidi voltar para Salta e procurar um hospital. O problema era dirigir só com um olho e assim mesmo, que insistia em fechar. Comecei a dirigir com a cabeça torta para a esquerda, de modo que o globo ocular ficasse longe do ponto que tinha o incômodo. Avistei umas policiais na beira da estrada que me indicaram uma pequena escola que tinha um ambulatório e poderiam me ajudar. Chegamos até lá, o enfermeiro muito solicito fez limpeza do olho com soro fisiológico e colocou uma compressa, recomendando repouso !!! Sai dali, com o olho tapado, enxergando mal e mal com o outro e tocamos em direção a Jujuy. Mas uns poucos Km a frente, vi, ou melhor percebi que não ia dar para seguir assim. Fazer aquelas centenas de curvinhas fechadíssimas, só com um olho... Entrei numa localidadezinha e procurei pelo hospital. Paraíso, 3 enfermeiras para cuidar do ceguinho, rsrsrs... Sai dali com o olho mais limpinho ainda, super-lavado, verificado por uma médica e depois por um médico, e de tapa-olho. Almoçamos, e continuamos por uma serrinha sensacional. Centenas de curvas super-fechadas que devem ser a delícia dos motociclistas locais. No meio da serra, tirei a bandagem porque já começara a passar o incomodo. e seguimos viagem. Contornamos um enorme lago, por uma estradinha de ripio, cheia de curvas e poeirenta. Gostosa para andar de pé nas pedaleiras, escorregando com a moto e todo aquele peso. Doideira. Chegamos em Jujuy pelas 4 da tarde e vimos que não conseguiriamos fazer o trajeto programado. Optamos por achar um hotel, deixdar as bagagens e fazer o roteiro off planejado, com as motos leves para melhor proveito. Ótima idéia. De início, a uns 2 Km do hotel, a primeira etapa, estrada de muitas curvas, poeirão, pedras e mais pedras. Quase 50 Km, subindo as serras. Lá no topo, desvio por outra estradiinha gramada, pouco usada, trilhão, com direito a porteiras, travessias de rios, erosões. Simplesmente fantástica. Não chegou a ser melhor do que a de ontem, mas ficou perto. Foram mais de 100 Km desta belezura...Show, muito show. Hoje, dormiremos em Jujuy e amanhã, tocamos para Susques e começamos a descer a Ruta 40. As motos estão perfeitas, super-econômicas. Nestes trechos de off, mesmo com muita 2a. e 3a., estão fazendo 28 Km/l. Depois do trecho de muita poeira, meu olho voltou a inchar e lacrimejar. Espero que a noite consiga consertá-lo. ------------------------------------- Porteiras em estradas municipais ? 
Sim, duas delas. 
Caminhos estreitos 


Cruzamos este rio por 7 vezes. Imagina se estivesse com água ! O máximo que pegamos foram uns 30 cm. 


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Escrito por Moto 4 Sports às 23h09
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3o. dia - 02/11/11 - Monteros - Salta - 395 Km
Para iniciar o post de hoje - foi o melhor dia, até agora ! Saimos pelas 7 e meia de Monteros, onde dormimos no melhor (e único) hotel da cidade. Tomamos o café numa cafeteria que fica ao redor da praça principal. 
Dali a 30 Km, começaram as alegrias do dia. E que alegrias. Para iniciar, uma serrinha off, com centenas de curvas fechadas, no meio da mata, uma em cima da outra. Subindo, subindo, chegamos aos 1.300 metros. Piso solto, erosões, muita diversão. Primeiro, esvaziar os pneus para andar na terra. 
Dezenas de arroios para travessia, animais soltos, nada de tráfego, delícia... Paramos para almoçar numa pequena cidade, antes de começar a segunda parte do passeio. Bife à milanesa, batatas fritas, ovos, arroz e refri, porque a sede já estava forte. Muito calor nesta parte, próximo à Tucumán. Foram 160 Km de off, com um trecho indescritível com 90 Km de puro trilhão. Absurdo. Pista estreita, ora o rio ali do lado, ora lá em baixo. Trilhão que me lembrou trechos do Independência e trechos do Sertões. Muito caminho com grama, com raízes, pedras, erosões, curvas fechadas, pequenas retas. Me diverti muuuuuuito. Estava no meu chão. Simplesmente fantástico ! A moto apesar de bastante carregada foi ótima todo o tempo. 








4223
Escrito por Moto 4 Sports às 00h33
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Segundo dia - 01/11/11 - Corrientes - Monteros - 815 Km
Saimos cedo de Corrientes, pela Costanera, beira de rio fantástico ! Muitos quiosques, ciclovia, praça, lindo mesmo. Dá inveja de los hermanos. 7 e quinze, já estavamos na estrada, rumo a Santiago del Estero, 800 Km para a frente. Auto-pista por um bom trecho, depois uma estrada reta, que nunca vimos igual. E põe reta nisso, Deu sono, muito calor, solzão do meio-dia para ajudar. 

Para acordar, cabritos cruzando a estrada a toda hora. Tinha que ficar esperto, muito acordado. Pegamos estradas de todo tipo. Autopista, mão simples, estreitas, esburacadas,largas, estreitas...  

Depois de Santiago del Estero, resolvemos adiantar o dia de amanhã e viemos parar em Monteros, poucos Km de onde iniciam os trechos mais off de amanhã. 
E no final do dia, saindo de Santiago del Estero, o GPS deu uma mãozinha e indicou cruzar por um local mal frequentado da cidade. Por sorte, encontramos uma viatura policial que nos comboiou até a estrada segura. 
Destino de amanhã: Salta, La Linda
Escrito por Moto 4 Sports às 22h31
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Primeiro dia - 31/10/11 - Santa Cruz - Corrientes(AR) - 960 Km
Estamos em Corrientes, Argentina, após 960 Km de ótimas estradas. Tudo perfeito, as motos vieram bem. Minha solução para a transmissão está funcionando perfeita. Até Uruguaiana, muita reta e campo por todos os lados. Gosto daquele trecho chegando em Alegrete, onde tem placas com partes da letra de uma bela música que é o Canto Alegretense. "Não me perguntes onde fica o Alegrete, segue o rumo do teu próprio coração Cruzarás pela estrada algum ginete e ouvirás toque de gaita e de violão. Pra quem chega de Rosário ao fim da tarde ou quem vem de Uruguaiana de manhã tem o sol como uma brasa que ainda arde, mergulhado no rio Ibirapuitã.
Ouve o canto gauchesco e brasileiro desta terra que eu amei desde guri Flor de tuna, camoati de mel campeiro; pedra moura das quebradas do Inhamduí.
E na hora derradeira que eu mereça ver o sol alegretense entardecer como os potros vou virar minha cabeça para os pagos no momento de morrer.
E nos olhos vou levar o encantamento desta terra que eu amei com devoção cada verso que eu componho é um pagamento de uma dívida de amor e gratidão." A aduana em Uruguaiana/Libres apesar de vazia, foi lenta sobretudo por seguir a norma de todas elas: não há normas. 35 guichês numerados como se fossem para seguir uma ordem que se mostra desnecessária. Vai num guichê, apresenta a papelada e tchau. Dia de sol e calor, abastecemos em Libres e seguimos para Resistência, porta de entrada para o Chaco argentino. Mais calor pela frente. Não dá para chamar de monótona, esta paisagem dos pampas argentinos. 
Jantamos e encontramos um bom hotel no centro da cidade. Chegamos no El Parrillón e não conseguimos dar conta desta costela toda... 
Destino de amanhã: Santiago del Estero
Escrito por Moto 4 Sports às 00h22
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